sexta-feira, 21 de março de 2025
quarta-feira, 19 de março de 2025
terça-feira, 18 de março de 2025
Semana da Formação Financeira 2025
Em 2025, pela primeira vez, a Semana da Formação Financeira será celebrada em simultâneo com a Global Money Week (GMW) reforçando o compromisso com a literacia financeira e potenciando o impacto das atividades e iniciativas de sensibilização dirigidas a diversos públicos.
A Semana da Formação Financeira é uma iniciativa promovida, anualmente, pelos supervisores financeiros (Banco de Portugal, Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e pelos parceiros do Plano Nacional de Formação Financeira com o objetivo de sensibilizar a população para a importância da formação financeira.
A Global Money Week é uma campanha internacional da OCDE/INFE que sensibiliza os jovens para a importância da literacia financeira. Em 2025, sob o lema Think before you follow, wise money tomorrow (“Pensa antes de seguir, cuida do teu dinheiro amanhã”), a GMW sublinha a importância de os jovens avaliarem de forma crítica as informações e recomendações obtidas online (por exemplo, através das redes sociais), antes de tomarem decisões financeiras, como forma de garantir uma gestão informada e consciente do seu dinheiro.
sexta-feira, 14 de março de 2025
quarta-feira, 12 de março de 2025
Ilha Periscópio | recursos educativos digitais para o 1.º ciclo
Recursos de qualidade, validados científica e pedagogicamente por académicos de reconhecido mérito junto dos seus técnicos especializados, constituem-se como um valioso auxiliar para a definição de estratégias pedagógicas de apoio à aprendizagem, abrangendo diversos temas/domínios das áreas curriculares de Ciências, Matemática e Português. Desenvolvidos pela Direção-Geral de Educação em parceria com a Universidade Nova de Lisboa – iNOVA Media Lab, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Instituto Politécnico de Setúbal e a Universidade de Aveiro, cofinanciados pelo FSE através do POCH são de acesso livre.
Aceda aqui.
sábado, 8 de março de 2025
Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher é comemorado a 8 de março.
Este dia pretende celebrar os direitos que as mulheres conquistaram até agora, mas também relembrar que ainda há muito por fazer. Causas como o direito ao voto, igualdade salarial, maior representação em cargos de liderança, à proteção em situações de violência física ou psicológica, ou ainda o acesso à educação continuam atuais, pois em vários pontos do globo, as mulheres não têm esses direitos garantidos.
Este dia pretende celebrar os direitos que as mulheres conquistaram até agora, mas também relembrar que ainda há muito por fazer. Causas como o direito ao voto, igualdade salarial, maior representação em cargos de liderança, à proteção em situações de violência física ou psicológica, ou ainda o acesso à educação continuam atuais, pois em vários pontos do globo, as mulheres não têm esses direitos garantidos.
Poema - O Dia da Mulher
É a mãe, a irmã, a namorada.
É o amor que nos cerca.
É a palavra murmurada.
É o fruto proibido
De uma história inacabada.
É o mundo a transformar-se
Na hora da sua entrada.
É a carícia discreta,
A sabedoria guardada
No cofre das confidências
por dentro da madrugada.
É a voz no feminino
a lembrar que o seu lugar
mudou o nosso destino
desde o dia em que nascemos,
em tudo quanto aprendemos,
mulher, mãe e namorada,
a transformar o mundo
sem quase se dar por nada,
escrevendo as leis da mudança
sem nunca deixar de ser fada.
É o amor que nos cerca.
É a palavra murmurada.
É o fruto proibido
De uma história inacabada.
É o mundo a transformar-se
Na hora da sua entrada.
É a carícia discreta,
A sabedoria guardada
No cofre das confidências
por dentro da madrugada.
É a voz no feminino
a lembrar que o seu lugar
mudou o nosso destino
desde o dia em que nascemos,
em tudo quanto aprendemos,
mulher, mãe e namorada,
a transformar o mundo
sem quase se dar por nada,
escrevendo as leis da mudança
sem nunca deixar de ser fada.
José Jorge Letria, in O livro dos dias
terça-feira, 4 de março de 2025
Conto do mês - Encantar com batatas
Um camponês, que vivia no meio das serras, só tinha
a filha por companhia. Por sinal que era uma linda menina.
Estava ele a semear batatas e apareceu-lhe um morcego.
– Vou casar com a tua filha – disse-lhe o morcego.
– Tu? – indignou-se o pai da menina. – Quem te dá autorização para tal?
– Hás-de tu dar-me – respondeu-lhe o morcego. – Eu sou mu Um camponês, que vivia no meio das serras, só tinha a filha por companhia. Por sinal que era uma linda menina.
Estava ele a semear batatas e apareceu-lhe um morcego.
– Vou casar com a tua filha – di ito rico. Descobri um tesouro, numa gruta. Anda ver.
Foram ver. Era verdade.
O camponês ficou muito embaraçado. Ele só queria o bem da filha e aquele tesouro podia proporcionar-lhe tudo o que ela desejasse. Mas casá-la com um morcego era demais. O camponês, então, levantou a sachola e deu uma sacholada no morcego.
O pobre bicho, que não esperava esta recompensa, cambaleou, esvoaçou, desamparado e fugiu pela entrada da gruta.
"Não há-de ir longe", pensou o camponês, fechando à chave o cofre do tesouro e metendo a chave no bolso.
Não foi longe, não. Com uma asa fendida, o morcego foi embater de encontro à vidraça da janela do quarto da filha do camponês.
– Pobre bichinho – condoeu-se a rapariga. – Quem te teria feito tanto mal?
Em socorro do morcego, a boa moça ligou-lhe a asa ferida com muita meiguice e aninhou-o num cesto da cozinha.
– Vou tratar de ti até tu ficares bom – prometeu-lhe a menina, fazendo-lhe uma festa na feia cabeça de rato.
– E espero que de mim trates para sempre, gentil menina – disse o morcego, transformando-se, num repente, em príncipe, daqueles dos contos de fadas.
Era, como se vê, um príncipe encantado, que a filha do camponês desencantara. Ainda bem.
Quando o camponês regressou a casa, com uma das mãos no bolso, agarrada à chave do cofre, e a outra a segurar o cabo da sachola, quando o camponês regressou a casa e viu o príncipe e a filha de mãos enlaçadas, não gostou da surpresa.
Mas a menina explicou tudo e o príncipe apressou-se a pedir-lhe a mão da filha em casamento.
– Pretendentes não te faltam – comentou o camponês para a filha. – Ainda há pouco um morcego nojento se atreveu a pedir-me o mesmo. Mas eu atirei-lhe uma cacetada com o sacho.
– Que ainda me dói o ombro – acrescentou o príncipe, sorrindo.
O camponês ficou muito atrapalhado. Para mais, havia aquela história do tesouro, onde ele não se portara muito bem.
Mas o príncipe, como se lhe lesse os pensamentos, tranquilizou-o.
– Guarda para ti a chave do tesouro. Tudo o que o cofre contém passa a pertencer-te. E espero que, nas tuas mãos, se multiplique.
Sendo assim, o camponês condescendeu em que o príncipe desencantado lhe levasse a filha para o seu palácio, que ainda era longe.
Depois de tantas emoções, merecia descanso. Quando a filha e o noivo abalaram, o camponês voltou à gruta, onde estava o cofre. Queria contemplar e sopesar toda a sua
riqueza.
Mas não querem lá ver?! Então o ouro não se transformara em batatas, batatas de semente?! Mágicas…
Malícias mágicas de um príncipe, que fora morcego…
Podia ser pior – comentou, conformado, o camponês, que sabia o valor das batatas de semente e já imaginava o extenso batatal que aquelas batatas iriam proporcionar-lhe.
Mas, para consegui-lo, muito teria ele de dar à sachola…
Estava ele a semear batatas e apareceu-lhe um morcego.
– Vou casar com a tua filha – disse-lhe o morcego.
– Tu? – indignou-se o pai da menina. – Quem te dá autorização para tal?
– Hás-de tu dar-me – respondeu-lhe o morcego. – Eu sou mu Um camponês, que vivia no meio das serras, só tinha a filha por companhia. Por sinal que era uma linda menina.
Estava ele a semear batatas e apareceu-lhe um morcego.
– Vou casar com a tua filha – di ito rico. Descobri um tesouro, numa gruta. Anda ver.
Foram ver. Era verdade.
O camponês ficou muito embaraçado. Ele só queria o bem da filha e aquele tesouro podia proporcionar-lhe tudo o que ela desejasse. Mas casá-la com um morcego era demais. O camponês, então, levantou a sachola e deu uma sacholada no morcego.
O pobre bicho, que não esperava esta recompensa, cambaleou, esvoaçou, desamparado e fugiu pela entrada da gruta.
"Não há-de ir longe", pensou o camponês, fechando à chave o cofre do tesouro e metendo a chave no bolso.
Não foi longe, não. Com uma asa fendida, o morcego foi embater de encontro à vidraça da janela do quarto da filha do camponês.
– Pobre bichinho – condoeu-se a rapariga. – Quem te teria feito tanto mal?
Em socorro do morcego, a boa moça ligou-lhe a asa ferida com muita meiguice e aninhou-o num cesto da cozinha.
– Vou tratar de ti até tu ficares bom – prometeu-lhe a menina, fazendo-lhe uma festa na feia cabeça de rato.
– E espero que de mim trates para sempre, gentil menina – disse o morcego, transformando-se, num repente, em príncipe, daqueles dos contos de fadas.
Era, como se vê, um príncipe encantado, que a filha do camponês desencantara. Ainda bem.
Quando o camponês regressou a casa, com uma das mãos no bolso, agarrada à chave do cofre, e a outra a segurar o cabo da sachola, quando o camponês regressou a casa e viu o príncipe e a filha de mãos enlaçadas, não gostou da surpresa.
Mas a menina explicou tudo e o príncipe apressou-se a pedir-lhe a mão da filha em casamento.
– Pretendentes não te faltam – comentou o camponês para a filha. – Ainda há pouco um morcego nojento se atreveu a pedir-me o mesmo. Mas eu atirei-lhe uma cacetada com o sacho.
– Que ainda me dói o ombro – acrescentou o príncipe, sorrindo.
O camponês ficou muito atrapalhado. Para mais, havia aquela história do tesouro, onde ele não se portara muito bem.
Mas o príncipe, como se lhe lesse os pensamentos, tranquilizou-o.
– Guarda para ti a chave do tesouro. Tudo o que o cofre contém passa a pertencer-te. E espero que, nas tuas mãos, se multiplique.
Sendo assim, o camponês condescendeu em que o príncipe desencantado lhe levasse a filha para o seu palácio, que ainda era longe.
Depois de tantas emoções, merecia descanso. Quando a filha e o noivo abalaram, o camponês voltou à gruta, onde estava o cofre. Queria contemplar e sopesar toda a sua
riqueza.
Mas não querem lá ver?! Então o ouro não se transformara em batatas, batatas de semente?! Mágicas…
Malícias mágicas de um príncipe, que fora morcego…
Podia ser pior – comentou, conformado, o camponês, que sabia o valor das batatas de semente e já imaginava o extenso batatal que aquelas batatas iriam proporcionar-lhe.
Mas, para consegui-lo, muito teria ele de dar à sachola…
António Torrado© APENA - APDD – Cofinanciado pelo POSI e pela Presidência do Conselho de Ministros
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