terça-feira, 18 de março de 2025

Semana da Formação Financeira 2025

Em 2025, pela primeira vez, a Semana da Formação Financeira será celebrada em simultâneo com a Global Money Week (GMW) reforçando o compromisso com a literacia financeira e potenciando o impacto das atividades e iniciativas de sensibilização dirigidas a diversos públicos.
A Semana da Formação Financeira é uma iniciativa promovida, anualmente, pelos supervisores financeiros (Banco de Portugal, Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e pelos parceiros do Plano Nacional de Formação Financeira com o objetivo de sensibilizar a população para a importância da formação financeira.
​​A Global Money Week é uma campanha internacional da OCDE/INFE que sensibiliza os jovens para a importância da literacia financeira. Em 2025, sob o lema Think before you follow, wise money tomorrow (“Pensa antes de seguir, cuida do teu dinheiro amanhã”), a GMW sublinha a importância de os jovens avaliarem de forma crítica as informações e recomendações obtidas online (por exemplo, através das redes sociais), antes de tomarem decisões financeiras, como forma de garantir uma gestão informada e consciente do seu dinheiro.

quarta-feira, 12 de março de 2025

Ilha Periscópio | recursos educativos digitais para o 1.º ciclo

 

Recursos de qualidade, validados científica e pedagogicamente por académicos de reconhecido mérito junto dos seus técnicos especializados, constituem-se como um valioso auxiliar para a definição de estratégias pedagógicas de apoio à aprendizagem, abrangendo diversos temas/domínios das áreas curriculares de Ciências, Matemática e Português. Desenvolvidos pela Direção-Geral de Educação em parceria com a Universidade Nova de Lisboa – iNOVA Media Lab, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Instituto Politécnico de Setúbal e a Universidade de Aveiro, cofinanciados pelo FSE através do POCH são de acesso livre.
Aceda aqui.

sábado, 8 de março de 2025

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher é comemorado a 8 de março.
Este dia pretende celebrar os direitos que as mulheres conquistaram até agora, mas também relembrar que ainda há muito por fazer. Causas como o direito ao voto, igualdade salarial, maior representação em cargos de liderança, à proteção em situações de violência física ou psicológica, ou ainda o acesso à educação continuam atuais, pois em vários pontos do globo, as mulheres não têm esses direitos garantidos.

Poema - O Dia da Mulher


É a mãe, a irmã, a namorada.
É o amor que nos cerca.
É a palavra murmurada.
É o fruto proibido
De uma história inacabada.
É o mundo a transformar-se
Na hora da sua entrada.
É a carícia discreta,
A sabedoria guardada
No cofre das confidências
por dentro da madrugada.
É a voz no feminino
a lembrar que o seu lugar
mudou o nosso destino
desde o dia em que nascemos,
em tudo quanto aprendemos,
mulher, mãe e namorada,
a transformar o mundo
sem quase se dar por nada,
escrevendo as leis da mudança
sem nunca deixar de ser fada.
 
José Jorge Letria, in O livro dos dias

terça-feira, 4 de março de 2025

Conto do mês - Encantar com batatas

Um camponês, que vivia no meio das serras, só tinha a filha por companhia. Por sinal que era uma linda menina.
Estava ele a semear batatas e apareceu-lhe um morcego.
– Vou casar com a tua filha – disse-lhe o morcego.
– Tu? – indignou-se o pai da menina. – Quem te dá autorização para tal?
– Hás-de tu dar-me – respondeu-lhe o morcego. – Eu sou mu Um camponês, que vivia no meio das serras, só tinha a filha por companhia. Por sinal que era uma linda menina.
Estava ele a semear batatas e apareceu-lhe um morcego.
– Vou casar com a tua filha – di ito rico. Descobri um tesouro, numa gruta. Anda ver.
Foram ver. Era verdade.
O camponês ficou muito embaraçado. Ele só queria o bem da filha e aquele tesouro podia proporcionar-lhe tudo o que ela desejasse. Mas casá-la com um morcego era demais. O camponês, então, levantou a sachola e deu uma sacholada no morcego.
O pobre bicho, que não esperava esta recompensa, cambaleou, esvoaçou, desamparado e fugiu pela entrada da gruta.
"Não há-de ir longe", pensou o camponês, fechando à chave o cofre do tesouro e metendo a chave no bolso.
Não foi longe, não. Com uma asa fendida, o morcego foi embater de encontro à vidraça da janela do quarto da filha do camponês.
– Pobre bichinho – condoeu-se a rapariga. – Quem te teria feito tanto mal?
Em socorro do morcego, a boa moça ligou-lhe a asa ferida com muita meiguice e aninhou-o num cesto da cozinha.
– Vou tratar de ti até tu ficares bom – prometeu-lhe a menina, fazendo-lhe uma festa na feia cabeça de rato.
– E espero que de mim trates para sempre, gentil menina – disse o morcego, transformando-se, num repente, em príncipe, daqueles dos contos de fadas.
Era, como se vê, um príncipe encantado, que a filha do camponês desencantara. Ainda bem.
Quando o camponês regressou a casa, com uma das mãos no bolso, agarrada à chave do cofre, e a outra a segurar o cabo da sachola, quando o camponês regressou a casa e viu o príncipe e a filha de mãos enlaçadas, não gostou da surpresa.
Mas a menina explicou tudo e o príncipe apressou-se a pedir-lhe a mão da filha em casamento.
– Pretendentes não te faltam – comentou o camponês para a filha. – Ainda há pouco um morcego nojento se atreveu a pedir-me o mesmo. Mas eu atirei-lhe uma cacetada com o sacho.
– Que ainda me dói o ombro – acrescentou o príncipe, sorrindo.
O camponês ficou muito atrapalhado. Para mais, havia aquela história do tesouro, onde ele não se portara muito bem.
Mas o príncipe, como se lhe lesse os pensamentos, tranquilizou-o.
– Guarda para ti a chave do tesouro. Tudo o que o cofre contém passa a pertencer-te. E espero que, nas tuas mãos, se multiplique.
Sendo assim, o camponês condescendeu em que o príncipe desencantado lhe levasse a filha para o seu palácio, que ainda era longe.
Depois de tantas emoções, merecia descanso. Quando a filha e o noivo abalaram, o camponês voltou à gruta, onde estava o cofre. Queria contemplar e sopesar toda a sua
riqueza.
Mas não querem lá ver?! Então o ouro não se transformara em batatas, batatas de semente?! Mágicas…
Malícias mágicas de um príncipe, que fora morcego…
Podia ser pior – comentou, conformado, o camponês, que sabia o valor das batatas de semente e já imaginava o extenso batatal que aquelas batatas iriam proporcionar-lhe.
Mas, para consegui-lo, muito teria ele de dar à sachola…
 
António Torrado
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Jornal Declara | 3.ª edição

A Biblioteca Escolar tem o prazer de divulgar a nova edição do jornal “Declara”, um espaço de expressão, partilha e criatividade da nossa co...